Este romance de época mostra as dificuldades vividas pela protagonista Agnes Grey, que de forma determinada escolhe trabalhar como governanta em casas de família. E como as demais obras das escritoras vitorianas, tenta focar nas características da sociedade inglesa com seus vícios, julgamentos e depreciações.
Através de Agnes, talvez Anne Bronte (a autora inglesa) pretendesse retratar a própria vida. Nesta narrativa, a personagem principal não mede esforços em sua jornada como tutora, a fim de auxiliar a família que tanto ama e para provar a sua própria competência que vai sendo adquirida com as experiências e provações ao longo da aventura.
Trata-se de uma leitura simples narrada em primeira pessoa, distribuída em 25 capítulos divididos num pouco mais de 230 páginas para simplificar. O conflito causado pelo comportamento dos personagens ganha destaque em relação à narrativa romântica propriamente dita.
Este livro pode ser recomendado para quem irá se iniciar na arte da tutoria ,do ensino individualizado. Tem por objetivo mostrar que na prática certas funções não são tão fáceis como a princípio imaginamos. Dentro dos espectros familiares, muitos querem que suas crianças adquiram os conhecimentos, mas pouco se esforçam para que seus filhos conquistem a virtude da disciplina. Isto pode ser comprovado na passagem: “(…) as pessoas não percebem o mal que causam às crianças quando riem de suas falhas(...)”, ou seja, na vida nem tudo é bonitinho ou digno de humor para os adultos.

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